sábado, 2 de novembro de 2019

Qual a função social da solidariedade?




Cuidar de si, dos seus chegados e próximos já uma tarefa difícil que requer tempo e paciência, quando muitas vezes  não há uma retribuição na mesma medida. Nós ajudamos pessoas que não nos agradecem e às vezes parece não merecer a nossa atenção, mas mesmo assim continuamos a ajudar.
Pois solidariedade significa: 

Ato de bondade e compreensão com o próximo ou um sentimento, uma união de simpatias, interesses ou propósitos entre os membros de um grupo.
1.     Cooperação mútua entre duas ou mais pessoas.
2.     Identidade entre seres .
3.     Interdependência de sentimentos, de ideias, de doutrinas.

Na sociologia, existe o conceito de solidariedade social, que subentende a ideia de que os seus praticantes se sintam integrantes de uma mesma comunidade e, portanto, sintam-se interdependentes.
Assim os agentes solidários são responsáveis por manter a coesão social, a sociedade unida e do ato solidário não deve esperar retribuição, solidadriedade e necessário para viver em sociedade. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Entender como os jovens se comunicam é entender a revolução





“A juventude é, sobretudo uma soma de possibilidades.” (Albert Camus). 

Na sociedade moderna, embora haja variação dos limites de idade, a juventude é compreendida como um tempo de construção de identidades e de definição de projetos de futuro. A juventude é a fase da vida mais marcada por ambivalências. Ser jovem é viver uma contraditória convivência entre a subordinação à família e à sociedade, ao mesmo tempo, grandes expectativas de emancipação, que gera conflito e revoltas.
Na sociedade pós-moderna, uma das barreiras quebradas (colocada em liquidação) é a separação entre o tempo dos jovens e o tempo dos adultos. Com certa promiscuidade não há mais tema, assunto, ou gênero que não seja discutido com os jovens e até crianças.
Porém, a marginalidade do jovem ainda é um TABU: 

Ser jovem é ser "suspeito", isso é senso comum e pauta da mídia. O tema da violência está bastante associado aos jovens, sobretudo aos mais pobres, do sexo masculino e negros. Sempre há estatísticas para comprovar que “são eles os que mais matam e os que mais morrem”. Assim como o já citado “medo de sobrar”, o “medo de morrer” prematuramente e de forma violenta também povoa transversalmente o imaginário desta geração. Esta questão está colocada para todos.

O tempo do jovem é o agora e, no agora vivemos uma revolução tecnológica dos meios comunicacionais, entender como os jovens se comunicam é entender a revolução.
Em um vídeo de  Castells, “O poder da Juventude é autocomunicação” postado no Youtube,  é explicado que além das diferenças de geração dos jovens de agora, há diferenças na maneira de se comunicar e por isso na maneira de pensar. Antes havia na época dos pais, a comunicação de massa numa relação de comunicador e espectador, agora temos a autocomunicação. Se fala mais do que se houve, se escreve mais do que se lê, se expõe mais do que contempla.
Num choque revolucionário protagonizado pelos jovens, (como deve ser) e reagido pelos velhos: Como estamos nisso? Como falar com meu filho?
Buscando o conflito e reconciliação dos sentimentos e ideias, devemos escutar os jovens e falar com eles, pois eles precisam da nossa memória, orientação e bondade. Sem comparar os tempos com juízo de valor, por exemplo, a expressão “na minha época,” ressalta com o “minha” o egoísmo e o distanciamento do adulto, ouça os jovens, não diga que são geração “nutella,” pois isso revela sua inveja  infantil sobre o doce. Oriente-os em suas preocupações, revele compaixão com o sofrimento dele. Os jovens, quando pobres, são retratados como perigosos, os jovens quando ricos como “ansiosos e frágeis,” mas a violência e fragilidade é construída pelo adulto.

Para saber um pouco mais leia: 

quinta-feira, 14 de março de 2019

Vídeo Game:Moral e Ética.


Nós nascemos sem regras, sem nada que vá delimitar a nossa vontade e desejo, ainda que na infância até os cinco anos nós criamos e aceitamos condições para sociabilidade, como esperar a vez, segurar o choro, segurar até as necessidades fisiológicas (se você faz cocô e xixi descontrolado isso te impede de brincar), é dos cinco anos em diante que as brincadeiras ficam mais complexas e nos interessamos mais em brincar com os outros, dentro de determinados regras e determinados jogos, por isso jogos são tão importantes.
A moral nos é embutida por regras com sanções e premiações na vida toda, bem como nos é imbuída pela idealização de um herói modular exemplar, em suma regras ensinam e exemplos arrastam.
Os jogos virtuais interferem na constituição moral das pessoas sim! Mas, muito mais de maneira positiva, pois nos ajuda com a cognição e aceitação das relações éticas e menos relacionados a psicoses. Os jogos são utilizados para educar e inclusive para educação escolar com sucesso.
Os jogadores de vídeo - game são concentrados e resilientes, pois eles têm que superar dificuldades, várias vezes, com diferentes estratégias, sentindo-se cansados, frustrados para depois ter a satisfação de dever cumprido, em total consonância com os valores da nossa sociedade.
Ainda que os personagens dos jogos são esteticamente feios, usem armas, isso faz parte do enredo e do marketing que responde a essa estética que tem aderência com os outros valores da sociedade. Os heróis ficcionais são modulares exemplares, mas eles estão em um âmbito fictício, que mais nos lembra da nossa impossibilidade de realizar, do que de ser e fazer como eles. A influência de personagens fictícios é bem menor do que a dos reais, em verdade é um escape da realidade. Por isso, culpar os jogos pela chacina de Suzano é  muito ligeiro.
A realidade expressa e reconfigurada nas redes sociais tem mais influência sobre os assassinos do que os jogos.  As redes sociais, os comentários abertos de jornal, os fóruns de discussão tem criado um clima de guerra, ou, um clima contrário a paz social mais facilmente relacionado com a chacina de Suzano do que os jogos. Sendo muito mais influente sobre as crianças e adultos as correntes  de teoria da conspiração das redes socais e dispositivos de comunicação em massa do que os jogos violentos, de terror, ou ainda filmes e músicas.
Certamente tais obras de arte para consumo (vídeos-games) são complexas e manipuladoras da emoção, quanto mais medo e maior o desafio, melhor o jogo, porém o jogo você desliga, reinicia, desinstala, mas o ódio propalado e as teorias de guerra de todos contra todos das redes socais não tem como você desligar e controlar.
Os assassinos da escola de Suzano se inspiraram em monstros reais propagados, defendidos, mistificados e idealizados pelas redes sociais. Muito mais próximos da nossa realidade do que os jogos de realidade virtual.

Rafael dos Santos Borges, professor de Ética, Metodologia, Sociedade e Tecnologia, mestre em sociologia da educação, doutor em educação: currículo, novas tecnologias.

Referências de Leitura:
PIAGET, Jean. O juízo moral na criança. São Paulo: Summus, 1994.
 ____________. O julgamento moral na criança. São Paulo: Mestre Jon, 1977.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Analogia


A analogia é o raciocínio que se desenvolve a partir da semelhança entre casos particulares. Através dele não se chega a uma conclusão geral, mas só a outra proposição particular.
Além disso, assemelha-se à indução, mas considera somente um caso particular como ponto de partida. Na nossa vida prática, são comuns as ações por analogia:  
·       Se a minissaia fica bem numa atriz de TV, muitas espectadoras tendem a pensar que também ficaria bem nelas;
·       Se tal remédio fez bem para um amigo meu, logo deverá fazer bem a mim também;
·       Se fulana emagreceu com um tipo de regime da lua, logo cicrano também emagrecerá; e assim por diante.
Com a esperança nem sempre válida de obter os mesmos resultado a analogia serve para o raciocínio, mas não para todo o raciocínio formal e científico. Ele constituí em um elemento primordial, primeiros passos ao estabelecer relação entre o já sabido e o por saber.


Vamos fazer o seguinte exercício:

O Trem está para a Terra assim como o Navio está para:
O Livro está para Escritor assim como o Quadro está para:
 Alegria está para Tristeza assim como o Contínuo está para:
O Grafite está para o Lápis assim como a Água está para:
O Automóvel está para o Combustível assim como a Lâmpada esta para:
A Música está para o Ouvido assim como o Perfume está para:
O Peixe está para o Ar Puro assim como a Barata está para:
A Mentira está para a Falsidade assim como a Verdade está para:
As Roupas estão para o Cesto assim como o Pé está para:

quinta-feira, 7 de março de 2019

Filosofia para o dia a dia


Uma questão de grande abstração filosófica está em questionar a essência do ser. Outra questão que requer abstração é a busca essencial da verdade.
Desde os primórdios da busca do homem por sabedoria dos pré-socráticos que buscavam a cosmologia, ou seja, a busca por entender a razão que rege o universo parece-nos que os filósofos buscam observam o nada para ver a tudo. 
Contudo, a filosofia nos auxilia na tomada de decisão racional sobre questões pragmáticas e do nosso trabalho. Passamos boa parte do nosso tempo de trabalho organizando dados administrativo, tecnológico, informacional e computacional. Por isso, executamos exatamente a mesma tarefa que os filósofos, pré-socráticos, socráticos, platônicos e medievais fazia: estabeleciam critérios de categorização:


 A teoria dos UNIVERSAIS.

Formulado claramente pela primeira vez por Platão, o conceito de "universal" refere-se àquelas entidades relativas aos tipos ou categorias, instanciadas por particulares. Em geral, um universal será identificado com uma espécie (categoria ou tipo), propriedade ou uma relação, enquanto um particular será um objeto particular que instancia tal propriedade ou uma instância específica da relação.
Exemplos de universais incluem a propriedade "vermelho", a relação "estar entre" e o tipo "gato". Estes são instanciados por seus particulares equivalentes como uma maçã vermelha, uma pedra entre dois pilares ou um gato particular chamado Spock, que pertence ao descobridor do cometa de mesmo nome. O cometa por sua vez é um particular que instância universais como, o tipo "cometa" e a propriedade "maciço". Assim, vemos que cada particular, em geral, instanciará mais de um universal e a quantidade de particulares que instanciam um universal depende exclusivamente de quantos daquele particular existem no mundo. Se um universal instanciado por apenas um particular é, ainda assim, um universal permanece uma questão em discussão”
(Por Willyans Maciel para o site infoescola)

Por isso nos interessa que você pense em tudo o que conhece:
Tudo: As Ideias e  Cada coisa real
Percebe que suas representações sobre as coisas são mais significativas do que cada coisa.
Por isso o ato de pensar requer uma organização que explique o que todas as coisas são e como cada coisa é ...
Para saber um pouco mais sobre a teoria dos universais veja o site em que se baseou esse post:
https://www.infoescola.com/filosofia/universais/   

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Profissão do meu futuro agora!


(Link da imagem: http://observatoriodajuventude.ufmg.br/juviva-conteudo/05-03.html)
(Aproveite e veja o site do Observatório da Juventude da UFMG: http://observatoriodajuventude.ufmg.br/juviva-conteudo/index.html)  


Esta é uma entrevista cedida para Alana Grabriela em 12 de dezembro de 2018. Alana foi aluna da Etec José Carlos Seno Júnior de Olímpia quando eu era professor lá e hoje é estagiária do Diário da Região de Rio Preto.
(Alana -entrevistadora): Como um sociólogo. Quais serão as profissões e os empregos que estarão em alta no futuro?

(Rafael - eu- entrevistado): O trabalho ocupa parte importante da existência humana e a sua realização de trabalho, além de ocupar maior parte da nossa jornada, entre 8h e 12 horas do nosso dia, é aquilo que deixamos para posteridade. Contraditoriamente desenvolvemos tecnologias para trabalhar menos e trabalhamos mais. As profissões que envolvem cuidado (cuidadores de idosos, de crianças) e profissões que envolvem criatividade (desenvolvimento e análise de tecnologias da informação, artes), tendem a se fortalecer numa sociedade mais longévoa e da informação como fonte da riqueza, ouvi dizer que dados são o petróleo dessa época.
(Alana -entrevistadora): Quais empregos que  vc acredita podem desaparecer?
(Rafael - eu- entrevistado): As funções laborais se fortalecem por demanda, espero que profissões que degradem a natureza, como mineração, por exemplo, deixem de existir e profissões de cuidado com o meio ambiente aumentem a sua demanda. Mas de maneira geral a força de trabalho se reinventa por conta das transformações da tecnologia e sociedade.
(Alana -entrevistadora):No meio dessa revolução tecnológica haverá tempo ainda para as pessoas se qualificarem?
(Rafael - eu- entrevistado): Uma visão positiva, a busca de qualificação profissional  será permanente e os trabalhadores serão mais intelectuais orgânicos, por isso terão mais qualidade de vida.
Uma visão negativa, a tal qualificação se torna apenas um mercadoria de serviço e a educação perde espaço para venda de certificados de qualificação.
(Alana -entrevistadora):No futuro o homem será a extensão das máquina, ou as máquinas serão a extensão do homem?
(Rafael - eu- entrevistado): As tecnologias são extensões humanas, a enxada extensão do nosso braço, o computador do nosso cérebro, ele nos auxilia com sua memória e rápida cognição. Os robôs são a extensão da nossa força e do nosso intelecto.
(Alana -entrevistadora):O empreendedorismo jovem pode ser a solução para o desemprego do futuro ?
(Rafael - eu- entrevistado): O empreendedorismo é  uma palavra muito bonita que dissimula o problema do desemprego. Os jovens não encontram emprego para acumular capital e sobreviver, então o verdadeiro jovem empreendedor vai fazer o que pode, usar a sua criatividade, vender lanche, customizar roupas e sites até de madrugada para garantir o seu. Mas a imagem midiática do empreendedor é o cara limpinho em um escritório,  numa boutique, esse cara deve estar brincando de trabalhar com o dinheiro que o pai acumulou, pois era empregado, ou foi empresário, num tempo em que as pessoas ficavam ricas fazendo e vendendo coisas reais, exemplo, a agricultura e a indústria, mas essas atividades tradicionais, ou se concentraram na mão de poucos, ou são mausoléus. Empreendedorismo jovem é possível de duas maneiras, ou você tem uma grana herdada e arrisca, ou você é pobre e se vira com o que tem e vai crescendo.

Professor Rafael dos Santos Borges, mestre em sociologia da educação, doutorando em educação: currículo e novas tecnologias, professor da Fatec de Rio Preto.

domingo, 4 de novembro de 2018

Sociedade democrática e tecnologia

Estou escrevendo este artigo de opinião antes das eleições (comecei quando fui dar uma palestra sobre o tema em Severínia em 28 de setembro, o retomei em 26 de outubro de 2018, às 22h52min, o finalizei em 27 de outubro às 0h58min), pretendo o publicar posteriormente, para não ser reduzido a um compreensão tola e maniqueísta: direita x esquerda, ou, ainda mais tola, bolsominion X petista.


A tecnologia da informação e comunicação emergiu nos últimos 30 anos como o tipo de tecnologia mais importante para sociedade contemporânea. O autor Pierre Levy, escreveu um livro chamado Cyber Cultura, o li quando ainda era aluno da FFLCH, e o Manuel Castells, um dos filósofos que eu mais leio e releio, escreveu a “A Galáxia Internet: reflexões sobre a Internet, negócios e a sociedade", ao meu entender ambos com muito otimismo.

Por isso mantenho um certo otimismo com a revolução tecnológica da internet, creio que ela está passando por um fluxo reacionário, mas a cultura da liberdade e dos valores humanos universalistas da democracia prevalecerão.
Em três tempos a revolução em curso:


  • Anos 90, apenas um colega meu, de alcunha Tizim, um dos sujeitos mais inteligentes que já me deparei, conhecia a internet e tornou-se cientista da computação. Era um mistério, internet, “naquela época a internet era tudo mato,” os computadores eram plugados nas madrugadas ao telefone e ficava caríssimo. No Brasil somente o pessoal de um conhecimento muito específico tinha poder de usar.
  • Nos anos 2000, eu ouvi falar de comitês da democratização da informática. Na USP participei do Grêmio Treina Micro, em que os jovens de uma comunidade carente da São Remo  montavam computadores, mantinham uma oficina de informática e davam aulas de informática (pacote básico do office).Eu mesmo criei uns cinco blogs, desde vila bol, até o blogspot (e aqui estou), sobre história, história de Olímpia, meu mestrado. Fiz um curso no MAC-USP, no qual a Professora Daisy Peccinini nos dizia da democratização da arte, que iria sair da torre de marfim, assim como todo o conhecimento, graças à informática. No máximo cem pessoas liam o meu texto e atentamente, liam e reliam, um ou outro colega até comentava, mas se o comentário fosse desabonador, ou outro questionamento, o fazia por e-mail ou pessoalmente.

  • Nos anos 2010, as redes sociais se proliferam com a tecnologia móvel, todos têm não apenas internet, têm potencialidade de comunicar-se rapidamente em seus grupos, uma espécie de endocomunicação, que não só é interna, mas como internaliza nas pessoas, criando bolhas sociais e ansiedade social. Os conteúdos apelativos emocionais, emotions e mimético memês,  convencem mais do que este longo texto, ou qualquer pensamento um pouco mais estruturado. As redes sociais conduziram o potencial emergente, avassalador e libertário da internet para fluxos determinados, induzindo pensamentos, segregações, não apenas de acordo com os interesses de nichos de mercado, mas também em nichos de manipulação social para reserva de mercado e melhor exploração. Em 2012, quando comecei lecionar sobre sociedade e a tecnologia, explorei com os meus alunos um vídeo, que eu perdi a referência, mas que trazia a máxima: "No facebook o produto é você! " Hoje, estamos nas redes socais diversas como whatsapp, snapchat, instragram. Se nos anos 2000 navegamos em mar aberto de liberdade, com os riscos dessa aventura, nos anos 10 do século XXI  estamos como peixes em viveiros, nos canibalizamos sem ao menos notar que aquele que nos prende pretende nos devorar.
A democracia representativa não atende completamente o atual estágio da tecnologia da comunicação  e da sociedade. Houve facilmente o mau uso da tecnologia da informação com a velha fofoca: manipulação da propagação de ideias baseadas na ignorância absurda e, por absurda, mais forte (Pense como um fofoca se alastra: _ Mesmo se for mentira, a dignidade da pessoa já foi abalada). Nas redes socais os emotions, os memes, as fakenews, as piadas, as montagens nos convencem por emoção, nos capturam nessa emoção, ainda que seja mentira, nós propagamos e defendemos a nossa inteligência, numa suposta neutralidade revestida de humor e forjamos nosso caráter. Assim, a pessoa até sabe que é mentira, mas ela mantém a sua convicção (dogma), pois muitos dos seus valores baseados em mitos, diante da contradição, lança um outro mistério e nunca se preocupam com a verdade ou a coerência
Vi outra uma coisa estranha, o conservadorismo entre os jovens. Tento entender, uma vez que os jovens sempre contestam o status quo, quem esteve no poder foi a democracia representativa, ela agora padece das críticas e não parece ser um valor que  faça sentido para o jovem defender, nem a justiça social, nem a igualdade (objetivos da democracia, mas que não foram alcançados). As mudanças sociais são as que refletem a cultura propagada na comunicação em massa e turbinadas nesse tipo de comunicação em massa que são as redes sociais.
Tentei não apenas nesta eleição, mas em outras situações comunicar-me com os políticos sobre temas da minha comunidade, por meio de redes sociais e e-mais, sem sucesso. Os políticos precisam ficar atentos a isso. Os eleitos precisam fazer parte dessa transformação e não tratar o povo como gado conduzidos nas redes socais. Precisamos do protagonismo da democracia participativa e com a interatividade da nova forma de comunicação isso é possível.
É com este blog, com esta postagem que prefiro refletir para poder agir em meio a isso tudo. Temos um grande potencial na comunicação computacional em rede, podemos ver os gastos dos governos, fazer petições on-line, averiguar duas posições opostas e encontrar uma síntese, podemos estudar mais, ver mais filmes, mais peças de museus e obras de artes significativas, reflexivas, humorísticas e denunciar abusos para além dos muros das redes sociais controladas, além das velhas mídias já negociadas.